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A Personalidade - quem sou eu?

A palavra personalidade deriva de persona, a máscara usada pelos atores do antigo teatro grego.


A personalidade inclui um conjunto de padrões de comportamento, que se traduzem por um estilo individualizado de pensar, sentir e agir de modo consistente que o indivíduo utiliza na construção da percepção de si próprio, dos outros e do mundo que o rodeia. São os aspetos duradouros do comportamento individual, que nos distinguem de outras pessoas e que nos dão indicações preditivas acerca do seu comportamento.


Várias definições foram surgindo ao longo dos anos para a personalidade, mas a que remete para o conceito de "traço" é das mais famosas e conceituadas:


Vê a personalidade como um padrão de traços relativamente permanentes e estáveis e características únicas, que dão consistência e individualidade ao comportamento de uma pessoa. Traços são os elementos que contribuem para as diferenças individuais no comportamento, por exemplo: criatividade, honestidade, curiosidade, etc. Em cada pessoa, os traços manifestam-se de forma particular – cada uma tem uma personalidade única.


A construção psicológica da personalidade envolve:


Carga genética

Histórico de aprendizagens

Cultura, família





Modelo dos Cinco Factores – FIVE FACTORS MODEL (FFM)

Paul Costa & Robert McCrae


  • Neuroticismo

  • Extroversão

  • Abertura à Experiência

  • Amabilidade

  • Conscienciosidade


Os traços tornaram-se um conceito chave quando falamos de personalidade. São construtos muito usados no dia-a-dia (“ele é muito sociável”, “ela é muito ativa", etc) e têm um papel importante em várias disciplinas.


Em suma, este modelo de personalidade é uma representação da estrutura da personalidade, em termos de 5 dimensões básicas.


Dimensões dos traços:


NEUROTICISMO: significa instabilidade emocional versus adaptabilidade.

Avalia os indivíduos com vulnerabilidade emocional, ideias irrealistas, desejos e necessidades excessivas e respostas de coping (lidar com as situações) mal adaptativas; grande parte das doenças psicológicas está relacionada com esta característica da personalidade, que possui grande carga hereditária. Quantifica o contínuo que vai desde a adaptação (pouco neuroticismo) até à instabilidade emocional.

Sujeitos calmos, relaxados, resistentes, seguros, não emotivos e satisfeitos consigo situam-se num extremo e indivíduos com propensão para a descompensação emocional, incapacidade de gerir as emoções, ideias irrealistas, desejos e necessidades excessivas e respostas de coping desadequadas, no outro. Quando se refere que alguém tem um neuroticismo elevado não significa que tenha uma patologia, afirmar que alguém tem neuroticismo consiste numa característica da personalidade.


EXTROVERSÃO: avalia a quantidade e intensidade das interacções interpessoais e sociabilidade; nível de actividade; necessidade de estimulação; capacidade de exprimir alegria. Consiste no gosto pela relação. Caracteriza aqueles que gostam de pessoas. Contudo, baixa extroversão não significa introversão.


ABERTURA À EXPERIÊNCIA: avalia a procura proactiva e a apreciação da experiência por si própria; a tolerância, a exploração do não familiar e o apreciar a vivência de novas e diferentes experiências. A curiosidade, criatividade, a originalidade e o gosto pelo não tradicional. É o único factor relacionado com a inteligência devido à criatividade e originalidade.


AMABILIDADE: avalia a qualidade da relação (diferente da extroversão que avalia a quantidade), da orientação interpessoal. É a dimensão mais humana dos cinco factores, num continuum desde a compaixão (aceitar que aquilo faz parte da humanidade, é um entender mais elevado que a empatia) ao antagonismo do pensamento, sentimentos e acções. Inclui características como altruísmo, carinho e apoio emocional num dos pólos e hostilidade e ciúme no outro. As características da amabilidade são muito sensíveis e importantes para a relação.


CONSCIENCIOSIDADE: está relacionado com a aplicação ao trabalho, osentido do dever, o grau de organização, persistência e motivação para levar a cabo uma dada tarefa; leva as pessoas a ser organizadas e a lutarem por objetivos. Este é um factor importante, especialmente na área da psicologia do trabalho e da orientação.



Nas relações com o outro a amabilidade e a extroversão são fundamentais. O neuroticismo relaciona-se com a relação consigo próprio. A abertura à experiência e a conscienciosidade relacionam-se com a relação com a tarefa.





Costa e McCrae, com uma série de estudos longitudinais que já existiam e que lhes permitiram avaliar a evolução da personalidade ao longo de 50 anos em vários sujeitos nos EUA, concluíram que:


- a personalidade só se torna estável a partir de 30 anos;

- as pessoas só mudam mediante psicoterapias profundas: os acontecimentos naturais da vida não são suficientes para alterar os traços, só certos acontecimentos-limite, medicação ou outros psicotrópicos.


A Mental Health Clinic Isabel Henriques deseja-lhe uma excelente semana :)


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