Ansiedade no regresso às aulas

Atualizado: Ago 23


Regressar as aulas é sempre motivo de ansiedade, rever os amigos, curiosidade de conhecer os novos colegas de turma, os novos professores, o estar de volta a uma rotina, deixar de estar em casa…


Dependendo da perspectiva de cada um, este “regresso às aulas” tem uma interpretação diferente, falei com algumas crianças e adolescentes e a opinião destas foi bem diferente. Os mais velhos que já frequentam o ensino superior sentem-se felizes por agregarem a rotina novamente às suas vidas, recomeçar um novo ano rumo aos seus objectivos que estão mais próximos para a entrada no mundo profissional que os levará à sua independência. Os outros que estão a terminar o secundário ansiosos com a entrada na universidade para enveredarem numa nova aventura. Os mais novos variam entre o querer ir para a escola e/ou continuarem em modo de férias.

Compreendemos agora como o regresso às aulas pode ter representações diferentes, dependendo de criança para criança e de adolescente para adolescente.

Nesta faixa etária principiante o mundo escolar é deveres e obrigações provocam ansiedade, deixar os pais, seu lugar seguro e ir ao encontro do desconhecido que lhes causa medo e tensão.


Neste sentido, é importante sublinhar a participação de todos neste processo, como base de uma educação parental de proximidade. Importa frisar, que os pais devem ser participantes ativos na educação parental dos filhos, de forma a contribuir para o seu desenvolvimento e aproveitamento escolar. Independentemente de cada caso, é importante estabelecer o diálogo entre pais/cuidadores e filhos, como forma de promover uma boa relação parental e de qualidade em família. É essencial, chegar a casa e perguntar ao seu filho como correu o dia, como se sentiu na escola, para que essa experiência seja partilhada em conjunto.


Muitos especialistas afirmam que os principais problemas familiares surgem quando não existe em casa um acompanhamento adequado, como o diálogo inexistente e ineficaz. Portanto, é importante todo o apoio e orientação, para que o seu filho se torne desde o primeiro dia de aulas, um aluno bem-sucedido.

Torna-se necessário, reforçar a ideia de que a escola é um lugar que se adquire conhecimentos, que nos faz aprender muitos assuntos interessantes, um lugar que nos transmite aspetos positivos, e nos permite evoluir enquanto pessoa. Este será, o melhor argumento para mudar opiniões de subversão face à escola, mudando atitudes para melhorar comportamentos.

Neste sentido, torna-se necessário estabelecer o diálogo que promova a importância do que vão aprender, que irão encontrar regras e receber instruções. Embora seja, um lugar de aprendizagem, e de conhecimento, é também um espaço e um tempo que permite serem crianças, com intervalo para a brincadeira.

Menciono alguns aspetos a ter em conta, quando se tem filhos pequenos na escola, nomeadamente:

  • verificar todos os dias se o seu filho fez os trabalhos de casa;


  • organizar as mochilas de véspera e verificar se tudo está em ordem;


  • organizar os lanches para o dia a seguir;


  • escolher de véspera a roupa, e responsabilizar o seu filho nessa decisão;


  • optar por acordar o seu filho sempre à mesma hora, fazendo tudo com calma;


  • não sair de casa sem tomar o pequeno-almoço, optando por alimentos saudáveis e nutritivos;

  • cultivar atitudes positivas com o seu filho, treinando o “mindfull”, dando abraço bem apertado ou dando uma boa gargalhada antes de saírem de casa (isto contribui para libertar emoções da nossa corrente sanguínea, ativando a serotonina, um neurotransmissor considerado o hormônio do bem-estar e da felicidade).

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